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Clique para ampliarA Ala nasce em fins de 1993, a partir de canções de João Gil, João Monge e Manuel Paulo. Não havia ainda própriamente um grupo, e a ideia inicial do João Gil era ter várias vozes para as diferentes canções que íamos fazendo. Tudo mudou quando conhecemos o Nuno que se tornou a voz eleita das canções que tínhamos composto.

Junta-se depois o guitarrista Moz Carrapa, e temos a primeira formação da ALA dos Namorados, que grava o primeiro disco ALA DOS NAMORADOS em 1994.

Clique para ampliarA Ala impôs-se naturalmente como um projecto musical peculiar na música portuguesa, primeiro pela voz do Nuno Guerreiro, com um registo de contratenor absolutamente original, e também pela sonoridade bastante ligada ao fado, mas sem qualquer preconceito em assumir as diferentes influências que todos temos. Assim, podem notar-se na ALA dos NAMORADOS sonoridades que têm a ver com o jazz, a música clássica, o flamenco ou o vaudeville, mas mantendo um fio condutor sempre identificável com o grupo. tudo isto com as letras do João Monge, que se mantém até hoje com a Ala.

Esta particularidade que a ALA tem de se ir apropriando de várias linguagens para a sua sonoridade, sem perder o seu fio condutor, foi amadurecendo até hoje.

Clique para ampliarOs primeiros anos do grupo foram particularmente prolíficos, pois em 1995 estávamos a editar o segundo disco, POR MINHA DAMA, e em 1996 o terceiro ALMA.

Entretanto a ALA ia tocando frequentemente no estrangeiro, tendo feito regularmente concertos na Bélgica, Holanda, Espanha, França, Itália, Brasil, Japão, Canadá, Macau e Grécia, a par com o circuito de concertos em Portugal.

Depois da edição de ALMA, saiu o guitarrista Moz Carrapa, ficando o núcleo com João Gil, Manuel Paulo e Nuno Guerreiro. Em 1998 sai o disco ao vivo SOLTA-SE O BEIJO, que foi o primeiro disco de platina da ALA. A canção que dá título ao disco, da autoria de J.Gil e Catarina Furtado, foi o primeiro grande êxito popular do grupo, que continuou com concertos regulares em Portugal e no estrangeiro.

João Gil e Manuel Paulo continuam a compor, levando mais longe as possibilidades estéticas do grupo, e a banda edita em 2000 o duplo álbum CRISTAL, que foi disco de ouro, com a participação de Carmen Linares, Aldo Brizzi, Jacques Morelenbaum e a Orq. Filarmónica de Turim.

Paralelamente aos concertos os elementos da ALA foram desenvolvendo outros projectos musicais, tendo João Gil composto com João Monge, o projecto RIO GRANDE e com Carlos Tê o projecto CABEÇAS NO AR, ambos de grande sucesso.

Nuno Guerreiro grava um disco de standards com uma orquestra japonesa, co-produzido por Manuel Paulo, e um outro de canções pop.

Manuel Paulo grava o disco ASSOBIO DA COBRA, composto com João Monge, e prepara com Adriano Luz, o musical com o mesmo nome, que esteve em cena no Teatro S. Luís no fim de 2006.

Em 2004, gravam um DVD e CD, AO VIVO NO S. LUÍS, assim como uma tournée com a Orq.Metropolitana de Lisboa, que deu também origem a um disco produzido pelo Montepio Geral, assim como concertos em parceria com Rui Veloso, com orquestra dirigida pelo maestro Rui Massena. Destaca-se também a actuação em Macau com a ORQ. CHINESA DE MACAU dirigida por Pang Ka Pang, da qual ficou a ideia para uma gravação num futuro próximo.

Cumpre-se mais uma tournée de espectáculos, e João Gil funda o grupo FILARMÓNICA GIL com quem grava dois discos, Manuel Paulo leva à cena no Teatro S. Luís o musical baseado no disco ASSOBIO DA COBRA, a par com a composição de novas composições para a ALA, que irão gerar o novo disco.

No fim de 2006, João Gil abandona o grupo para se dedicar à Filarmónica e aos seus múltiplos projectos.

Durante o ano de 2006, com canções de Manuel Paulo e João Monge, uma participação de Carlos Tê e um tema de José Mário Branco, gravam o MENTIROSO NORMAL, disco que sairá no dia 26 de Fevereiro de 2007, com o selo da UNIVERSAL MUSIC, e cujo primeiro tema de promoção, CAÇADOR DE SÓIS, já está a passar nas rádios.

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